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Novos remédios impulsionam faturamento da Bristol-Myers
Fonte: Gazeta Mercantil - Iolanda Nascimento - 20/Dez/06
O lançamento de medicamentos como o Abilify, para tratamento da
esquizofrenia, e Baraclude, contra a hepatite B, ajudaram a farmacêutica
norte-americana Bristol-Myers Squibb a engordar o faturamento no Brasil.
A empresa deve finalizar este ano com vendas 10% maiores no País,
de cerca de R$ 500 milhões, ante o resultado de 2005.
Em dólar, passa de US$ 194 milhões para US$ 227 milhões
este ano. Somente o faturamento com novos produtos sobe de US$ 61,4 milhões
para US$ 89,3 milhões em 2006, o maior incremento do portfólio.
Para o próximo ano, o presidente da subsidiária, Mário
Grieco, estima um percentual maior de crescimento, de 15%, na moeda local,
nas vendas totais.
Os novos remédios, produtos de maior valor agregado e protegidos
por patentes, também deverão ser os principais responsáveis
pelo aumento estimado para o ano que vem. Na lista de lançamentos,
estão o Splycel (dasatinib), para leucemia mielóide crônica,
e Orencia, para artrite-reumatóide. A empresa esperava lançar
estes produtos neste ano, mas ficarão para 2007 porque "estão
parados" na Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) à espera de aprovação. "Há seis
meses entramos com a solicitação."
Segundo Grieco, a Anvisa tem demorado em suas aprovações
e os prazos podem chegar a até 3 anos. "Mas estive ontem (na
segunda-feira) na Anvisa e eles disseram que estão contratando
mais 200 técnicos para agilizar os processos. Prometeram também
dar prioridade aos medicamentos mais importantes." Neste caso, afirmou,
está incluído Splycel, indicado para pacientes que não
responderam a outras terapias para a leucemia.
A expectativa da Bristol é faturar cerca de US$ 50 milhões
por ano com Orencia no Brasil, em três anos. Grieco estima que remédios
para o tratamento da artrite-reumatóide movimentem cerca de US$
200 milhões por ano no País. Já com Splycel o executivo
prevê rentabilidade baixa, pelo tamanho do mercado. "Estamos
investindo no benefício. Ele salva vidas."
Grieco - que toca no Brasil desde o ano passado o plano global de reestruturação
de portfólio da multinacional, em que os investimentos estão
mais concentrados em dez áreas terapêuticas - disse que a
reorganização está dando resultados. Os produtos
das áreas foco ficam com 40% do faturamento previsto para 2006.
A divisão de consumo, que concentra remédios como Luftal
e Naldecon, responderá por outros 40% das vendas. No ano que vem,
a Bristol aumentará em 25% os investimentos em marketing nesta
área, para R$ 30 milhões. No total, investirá entre
US$ 35 milhões e 40 milhões no próximo ano, um aumento
de 15% ante 2006.
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